sexta-feira, 24 de abril de 2026

Diário de Bordo — O passo de fé


Diário de Bordo — 23 de abril de 2026
O passo de fé

Hoje eu criei este blog.

Pode parecer uma coisa pequena — um endereço, um cabeçalho, algumas páginas. Mas não é. Para quem passou anos anotando histórias em cadernos, guardando personagens na cabeça, criando mundos que ninguém via, colocar um blog no ar é um passo de fé.

É como caminhar em direção à luz sem saber o que ela vai revelar.

Uma pedra só se revela completamente quando se permite ser iluminada. Enquanto está guardada no escuro, ninguém sabe que ela existe. Nem ela mesma. O valor que vão atribuir a ela — se vão achar cara ou barata, rara ou comum — não diminui sua importância existencial. Porque é justo que cada observador use seus próprios critérios e sentimentos para decidir se vale a pena carregá-la consigo. Afinal, existem muitas pedras no mundo, mas o espaço que temos na nossa bagagem é pequeno para a quantidade de coisas que precisamos carregar na vida.

Existem pedras que foram feitas para serem admiradas, outras para serem lapidadas, mas também existem aquelas que serão cortadas ou quebradas em pequenos pedaços para a construção de estradas e caminhos.

O importante é que cada uma tenha a sua natureza respeitada. Se ela for útil, é uma bênção. Se ela não for, apenas a deixaremos onde está, para que o efeito do tempo decida e a molde ou a transforme em pó.

O que importa agora é existir. Sob a luz. Pela primeira vez.

Este blog é a minha pedra exposta. Não sei o que virá depois. Não sei quem vai ler. Não sei se meus livros terão leitores, se meus textos serão comentados, se minhas histórias encontrarão casa. Mas sei que hoje eu fiz o que não fiz durante anos: eu me permiti existir publicamente como escritora.

E isso, por si só, já é o suficiente. Estou declarando minha existência nesse universo de milhares de outros textos.

Essa pequena pedra. Esse pequeno texto no meu diário de bordo. É a minha pedra fundamental.

Agradeço àqueles que se dispuserem a lançar olhares sobre as pedras que colocarei sob a luz através deste blog.

Atenciosamente,

Sra. NIX

AONDE ANDA VOCÊ


AONDE ANDA VOCÊ


Dark Romance Psicológico


⚠️ AVISO DE CONTEÚDO: Esta obra e todos os textos relacionados são para maiores de 18 anos e abordam temas sensíveis como síndrome do encarceramento, relações de poder não consensuais, obsessão, trauma e conteúdo sexual explícito.


---


Sinopses:


· Sinopse Comercial

· Sinopse Orgânica 


---


Conteúdos relacionados:


· Oficina da Sra. Nix — A alma e a vitrine: o dilema da sinopse


---


Oficina da Sra. Nix — A alma e a vitrine: o dilema da sinopse

Terminar um livro é uma coisa. Apresentá-lo ao mundo é outra completamente diferente.

Enquanto produzia a estrutura e o conteúdo de Aonde Anda Você, meu dark romance psicológico, comecei a me preocupar com um detalhe que, diante do volume de capítulos que iam sendo escritos e da profundidade dos personagens, parecia pequeno. Pequeno não tinha nada. Era a sinopse.

Quando se decide publicar uma obra, é necessário pensar no público-alvo ao qual ela se destina. Não que uma obra deva se limitar a um único público. Mas temos que considerar que determinados temas são mais interessantes para alguns leitores do que para outros. Não podemos ser ingênuos de achar que estamos criando uma obra universal, que vai contemplar as necessidades psicológicas e emocionais de todos os leitores.

Considerar o gênero, a idade, o estilo, os assuntos abordados, o ponto de vista escolhido e outros numerosos detalhes relacionados à obra vai ajudar a traçar que tipo de público se interessaria por esse livro. E, depois, escolher a melhor linguagem para apresentar a esse público.

A sinopse cumpre esse papel: permite que o leitor tenha um conjunto considerável de informações necessárias para tomar a decisão consciente de iniciar a leitura ou não.

É um direito do leitor rejeitar total ou parcialmente uma obra mesmo sem lê-la. Afinal, o que não faltam são livros escritos no mundo, e ele tem que escolher como vai investir o seu tempo e a sua atenção de forma consciente.

Acho que uma das premissas iniciais de uma sinopse é a ética. Como leitora, eu sei o quanto é frustrante encontrar uma sinopse instigante, mas depois de ter investido meu tempo para conhecer aquela história, descobrir que caí numa armadilha de marketing.

Durante a minha jornada, meu principal aprendizado tem sido: respeitar e confiar na inteligência do leitor. Não lesando a sua consciência.

Por isso me vi numa bifurcação nesse momento. Eu tinha que criar a descrição do conteúdo do meu livro. Meu livro é um produto. Embora contenha meus sentimentos e seja fruto de horas de dedicação nas quais as minhas emoções e imaginação foram levadas ao limite, ainda é um produto. Ele precisa ser apresentado numa vitrine.

Fiquei entre a sinopse que apresenta o produto — a técnica, a que vende — e a sinopse que apresenta a alma dos personagens — a que comove, mas que na sua essência também pode confundir aqueles que não estão habituados a um determinado tipo de linguagem. Portanto, é ineficiente como descrição do produto. Não vende.

Sou uma pessoa pragmática, e preciso pagar as contas.

Escrevo com a emoção de quem tem muitos boletos acumulados. Então é claro que cada palavra contém um pedaço da minha alma: frustrada, incrédula e irônica.

Mas, embora eu tenha que decidir entre uma sinopse ou outra na hora de publicar a minha obra num site ou numa plataforma de leitura, aqui nesse espaço eu posso me permitir ser gananciosa e usar as duas.

Este texto é sobre isso. Sobre o meu dilema e sobre onde encontrei a solução.

A primeira, que chamo de sinopse comercial, foi feita para as plataformas. É clara, direta, pensada para que qualquer leitor entenda rapidamente do que se trata a história e decida se quer embarcar nela.

A segunda, que chamo de sinopse orgânica, nasceu de outro lugar. Ela não foi escrita para vender. Foi escrita para capturar a alma do livro. O tom. A fragmentação. A voz do protagonista masculino ecoando dentro da própria cabeça. É a sinopse que eu leria para mim mesma.

Trata-se de querer que a porta de entrada esteja aberta a todos — não apenas a quem já enxerga o mundo como eu.

A solução final: criei este blog.

Aqui é uma vitrine e também um diário. Ideias que não são comerciais também podem ver a luz. O fruto da minha imaginação não se perde no limbo do aplicativo de bloco de notas.

Quem sabe essa minha reflexão não pode contribuir, tanto quanto a minha obra completa, para alguém que também sofre com os dilemas das escolhas difíceis nos seus processos criativos.

Atenciosamente,

Sra. NIX


AONDE ANDA VOCÊ - Sinopse Orgânica

⚠️ AVISO DE CONTEÚDO: Este post e a obra que ele descreve são para maiores de 18 anos e contêm menção a temas sensíveis, incluindo síndrome do encarceramento, relações de poder não consensuais e conteúdo sexual explícito.


Título: Aonde Anda Você 
 [Casamento por contrato, coma, obsessão] 

Gênero: Dark Romance Psicológico

O que a morte uniu! Que a vida não separe! 

Autora: Sra. NIX

SINOPSE 

O que justifica uma obsessão?

Um acidente. Uma mente encarcerada em uma casca inútil.

"Mesmo que você planeje... mesmo que você imagine... você não tem mais os meios para executar nada. Você será apenas aquilo que quiserem fazer de você."

Mesmo depois de ser retirado do mundo, ele ainda tem deveres.
Acorde e assuma seu império. Ou morra e deixe um herdeiro.

"Quem é essa mulher?... Esposa... Então foi sobre ela que a minha mãe veio falar outro dia? ... É muito barulhenta!... Ela não vai parar de falar?"

— Abuso

"Como pode ser tão inescrupulosa? O que você fez... O que você me fez... Não tem nome... Se eu pudesse... Você vai me pagar..."

— Ciúmes

"Você a entregou a mim... E agora, covardemente, se arrependeu..."

— Humilhação

"Então eu sou apenas um dildo que ela usa para sentir prazer e provocar o amante?"

— Rendição

"Se ela me quer... dessa maneira... bestial... Se ela escolheu a mim... e não a outro... para estar dentro dela... Talvez ela... volte..."

— Abandono

"Se ela te escolheu, por que ainda não voltou? Fugiu para algum lugar, está esperando que ele vá buscá-la, arrependido."

— Revanche

"Agora eu tenho mãos, tenho pés e tenho boca. Posso alcançá-la, agarrá-la e devorá-la."

E agora?
E o que fica?

Aquela mesma sensação de quem teve a casa invadida... mas ainda não descobriu o que o bandido levou.

Alguém será capaz de entendê-lo?

O que ele busca nessa jornada não é um pedido de perdão... Indenização ou justiça...

Ele quer ser o invasor. Aquele que marca.


*****


Aviso de conteúdo: Esta obra aborda síndrome do encarceramento, relações de poder não consensuais, obsessão, trauma e conteúdo sexual explícito em contexto de vulnerabilidade. A narrativa não romantiza nem condena; apenas explora a complexidade psicológica dos personagens. Leitura recomendada para maiores de 18 anos.


AONDE ANDA VOCÊ - Sinopse Comercial

⚠️ AVISO DE CONTEÚDO: Este post e a obra que ele descreve são para maiores de 18 anos e contêm menção a temas sensíveis, incluindo síndrome do encarceramento, relações de poder não consensuais e conteúdo sexual explícito

SINOPSE

Para ela, era apenas um contrato. Para ele, seria a humilhação suprema — e o início de uma obsessão inescapável.

A brasileira Luana "Lua" Santos sempre soube que o amor não era para ela. Órfã, sobrevivente, com uma inteligência afiada e uma filosofia de vida que beira o niilismo, ela aceitou a proposta mais lógica que já lhe fizeram: casar-se com Lǐ Wéi, um herdeiro chinês em coma profundo.

Os termos eram claros: se ele morresse, ela reconheceria uma criança como herdeira legítima do casal e partiria sem exigir nada. Se ele sobrevivesse, o casamento se dissolveria automaticamente, e ela não teria direito a absolutamente nada além do que já havia sido pago. Um acordo frio. Calculado. Perfeito para alguém como ela.

O que ninguém sabia — nem os médicos, nem a família, nem a própria Lua — é que Lǐ Wéi não estava em coma. Ele sofria da Síndrome do Encarceramento: completamente paralisado, mas totalmente consciente. Preso dentro do próprio corpo, ele ouvia tudo. Sentia tudo. E testemunhou, imóvel e mudo, cada momento dos três meses em que aquela estrangeira de olhos verdes dormiu em sua cama, conversou com ele como se pudesse responder, e tratou seu corpo inerte não como um inválido — mas como seu marido.

Para ela, era um contrato. Uma transação. Um passatempo singular. Para ele, era uma invasão. E, contra toda a lógica, o início de um desejo sombrio que ele não podia expressar.

Quando uma viagem de emergência a leva ao Brasil, Lua retorna sem remorso, pronta para virar a página. É então que recebe a notícia: Lǐ Wéi acordou.

O contrato estava cumprido. Para ela, era o fim.

Para ele — que, através de gravações, descobriu cada toque, cada segredo, cada momento de intimidade que ela deixou para trás — era apenas o começo.

Agora, ele usará todo o seu poder para trazê-la de volta e decifrá-la. Mas Lua não é uma mulher comum. Ela é uma força da natureza, com um passado de abandono e uma filosofia que a torna inapreensível. 

Ele a ameaça com as imagens dos abusos para que assine um novo contrato: um ano de disponibilidade total.

Ela ri. Não se abala. E aceita. Com uma condição: que ele mantenha nos olhos o brilho frio de uma faca. E com um aviso:

"Outros já ficaram obcecados por mim. Inteiros ou quebrados, todos partiram. Espero que a sua obsessão dure mais do que alguns dias."

E quando um homem do passado dela surge para reivindicá-la, Lǐ Wéi cruza a linha final. 

Incapaz de quebrar suas defesas, ele logo percebe que dinheiro não a compra, declarações não a comovem, e ameaças não a assustam.

O que resta? É usar seu próprio corpo para abrir caminho no coração indiferente dela.

Essa não é uma história sobre amor e perdão. E sobre o teste da força de uma obsessão.


***

Aonde Anda Você é um dark romance psicológico adulto que explora temas complexos e sensíveis, incluindo síndrome do encarceramento, relações de poder não-consensuais, trauma, obsessão e as linhas borradas entre vítima e algoz. A narrativa convida o leitor a adentrar a mente conturbada dos personagens, sem simplificar suas moralidades. Recomenda-se discrição.


***

Aviso de conteúdo: Esta obra contém descrições de relações sexuais explícitas em contexto de vulnerabilidade, dinâmicas de poder perturbadoras e temas psicológicos intensos. Leitura recomendada para maiores de 18 anos.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Sobre a Sra. NIX


A noite pode trazer os sonhos mais belos e os pesadelos mais aterradores. Pois o mundo carrega verdades silenciadas e mentiras declamadas. Mas não importa o quão estranha ou bizarra uma história possa parecer — certamente ela foi vivida por alguém. E, invariavelmente, essa história será revivida. Para que nem o sofrimento nem a alegria de uma vida sejam desperdiçados.

Eu sou a Sra. Nix. Meus livros são para maiores de 18 anos e não se desviam de temas como morte, violência, sexo explícito ou brutalidade. Não por provocação. Por honestidade. Porque acredito que a literatura pode — e deve — olhar para o que dói sem desviar os olhos.

Não escrevo vilões caricatos nem mocinhos imaculados. Escrevo pessoas. Pessoas que poderiam passar despercebidas, mas que eu coloco no centro do palco. Não para dizer quem está certo ou errado. Para permitir que cada uma defenda sua verdade. Que cada uma tente ser protagonista da própria história — mesmo que, para o resto do mundo, fosse apenas um personagem de apoio na vida de outra pessoa.

Minhas histórias não entregam respostas prontas. Elas convidam o leitor a refletir. A cada página, uma camada do véu se revela. A cada questionamento, uma razão se desvela. Porque nada no mundo escapa à razão. Mesmo o ato mais incompreensível, se investigado até o fundo, revela seu princípio interno. E quando se entende o porquê, entende-se tudo.

O que escrevo não se limita a um gênero. Transito pelo dark romance, pela ficção especulativa, pela fantasia mitológica e pelo drama psicológico. Mas o olhar é um só: o de quem se recusa a ignorar o que os outros não veem.

Este blog é um espaço de processo, não de conclusão. Aqui compartilho minha escrita em movimento, meus livros em construção e as reflexões que surgem no caminho. A história só se completa com você. Com sua leitura. Com suas perguntas.

Fique à vontade.

Política de Privacidade


Este blog utiliza a plataforma Google Blogger e pode, futuramente, exibir anúncios do Google AdSense. Essas ferramentas usam cookies para funcionar corretamente e para exibir anúncios relevantes.


Dados coletados automaticamente: O Blogger pode registrar informações anônimas de navegação, como país de acesso, tipo de dispositivo e páginas visitadas. Esses dados não identificam você pessoalmente.


Cookies de terceiros: O Google utiliza cookies para personalizar anúncios com base na sua navegação. Você pode desativar essa personalização nas Configurações de Anúncios do Google.


Formulário de contato: Se você enviar uma mensagem pelo formulário de contato, seu nome e e-mail serão usados somente para que eu possa responder. Não serão compartilhados com ninguém.


Seus direitos: Você pode pedir a remoção dos seus dados a qualquer momento pelo e-mail de contato.


Esta política pode ser atualizada conforme necessário. Última atualização: 23/04/2026.


Contato


Para falar comigo — sobre livros, parcerias, direitos autorais, entrevistas, divulgação ou qualquer outro assunto profissional — utilize o formulário abaixo ou envie um e-mail para:


contato.sra.nix@gmail.com


Responderei assim que possível. Pode levar alguns dias, mas sua mensagem será lida e respondida.


Se preferir, use os comentários do blog para interagir. Gosto de saber o que os leitores pensam.

BEM-VINDO(A) AO MEU UNIVERSO CRIATIVO

BEM-VINDO(A) AO MEU UNIVERSO CRIATIVO

Seja bem-vindo(a) ao blog da Sra. NIX. Este é o meu território criativo, onde compartilho minha jornada como escritora, minhas reflexões sob...